VC celebra Ernest Hemingway



Julho é um mês importante na história de Ernest Hemingway, o ‘papa’ da literatura americana. Hoje, dia 02, completam-se 51 anos da sua morte. E, no próximo dia 21, serão 113 anos desde o seu nascimento. Fã de sua obra e do estilo de sua escrita, dedicarei este espaço, durante este mês, para viajarmos ao redor do mundo através das suas histórias, imortalizadas em contos e romances.

Antes do delicioso assunto 'as viagens, estilo de vida & romances de Hemingway', montei uma cronologia com os principais fatos da biografia deste que foi, antes de escritor, um homem de opiniões firmes e de emoções fortes e conflitantes.






Vamos aos fatos:

1899: nasce Ernest Miller Hemingway, no dia 21 de julho, em Oak Park, Illinois, Estados Unidos. Com o seu pai, um médico da zona rural, ele visitou a região de Walloon Lake e aprendeu a arte da pescaria com os nativos daquela região. Sua mãe, por sua vez, tentou incutir-lhe o amor à música e planejava uma carreira de violoncelista para o filho.

1916: alista-se naquela que ficou conhecida como “A Grande Guerra”, contra a vontade da família. Sua missão no front italiano era dirigir uma ambulância, recolhendo e transportando feridos. Um dia, em 1918, ele foi atingido e, por conta dos ferimentos, precisou ficar hospitalizado por três meses. A partir de então, a sua visão sonhadora, aventureira e inconsequente do mundo havia sido alterada. Retornando ao EUA, ele passa a integrar o time de colaboradores do Toronto Star (com uma breve passagem pelo Chicago Tribune).


1921: casa-se com Elizabeth Hadley Richardson, em setembro; e, em dezembro, a serviço do Toronto Star, muda-se com ela para Paris. Hadley e a capital francesa foram imortalizadas pelo escritor em seu grande sucesso autobiográfico, “Paris é uma festa”.  Na cidade-luz, Hemingway trava amizade com Gertrude Stein, Scott Fitzgerald, Ezra Pound e muitos outros nomes que integrariam aquela que ficou conhecida como “A Geração Perdida”.


1924: publica o seu primeiro livro, um conjunto de contos, sob o título de “Nosso tempo”, com histórias sobre caçadas, horrores da guerra, hipocrisia da classe média e as touradas.


1926: ainda  morando em Paris, publica “O Sol também se levanta”, o seu primeiro romance, que torna-se um grande sucesso e o projeta comercialmente. 



1928: vai morar em Key West, na Flórida, onde vive por nove anos e escreve boa parte da sua obra. Na casa em que viveu, funciona o “Ernest Hemingway Home & Museum”.


1929: publica o segundo romance, Adeus às armas, considerado por muitos como a sua obra-prima.


1932: lançamento de “Morte na tarde”, um livro sobre touradas, ambientado na Espanha.


1935: são publicados “As verdes colinas da África” e uma série de contos, dos quais fazem parte “As neves do Kilimanjaro” e "Cinquenta mil", este, sobre o universo do boxe.

1937: ambientado em Key West, Hemingway tem publicado o seu livro “Ter e não ter".

1940: para homenagear os amigos vencidos na guerra civil espanhola, ele lança “Por quem os sinos dobram”, livro considerado o seu maior sucesso comercial.

1950: após uma década de silêncio, Hemingway lança “Do outro lado do rio entre as árvores”, livro iniciado numa viagem que ele fazia pela Itália.

1952: produz, em Cuba, aquele que é considerado o romance mais maduro, e também, mais popular, de sua carreira literária: O velho e o mar.


1953: é agraciado com o Prêmio Pulitzer pelo romance “O velho e o mar”, tido como uma obra-prima da prosa moderna.


1954: “O velho e o mar” contribui, significativamente, para que Hemingway receba o Prêmio Nobel da Literatura.

1959: retoma o tema das touradas em “O verão perigoso”.


1960: termina de escrever o livro que recorda a capital da geração perdida dos anos de 21 a 26, “Paris é uma festa”. O livro, publicado somente em 1964, coloca a Margem Esquerda do Sena no roteiro de viagem de todos os intelectuais do planeta.

1961: prestes a completar 62 anos de idade, Hemingway dispara um fuzil de caça contra si mesmo, em Ketchum, Idaho, EUA, deixando o mundo da literatura em luto.


Hemingway em seus últimos anos de vida.

Hemingway viveu de acordo com o mito que criara para si: o de caçador, amante do boxe e das touradas, pescador, beberrão e mulherengo. Ele casou-se quatro vezes: além de Hardley, Pauline Pfeiffer, Martha Gelhorn e Mary Welsh tornaram-se, respectivamente, suas segunda, terceira e quarta esposas. Foi Mary quem editou postumamente, em 1970, o último livro escrito por Hemingway, “Ilhas da Corrente”.


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