Celebrando Bill Bryson e seus livros de viagens 🎂🎈!

 

Celebrando Bill Bryson e seus livros de viagem
Bill Bryson num evento em Londres (foto extraída da Wikipedia). Na foto grande, a minha coleção de livros dele; na pequena, estou lendo o meu exemplar de The Lost Continent no café da livraria Waterstones, em Piccadilly, Londres.

Breve história sobre Bill Bryson

"Eu venho de Des Moines. Alguém tem que vir." (Bill Bryson)

Na abertura de The Lost Continent, o escritor Bill Bryson se apresenta ao leitor. Ele nasceu na cidade norte-americana de Des Moines, em Iowa (alguém tinha que nascer lá 😊), no dia 08 de dezembro de 1951, com o pomposo nome de William McGuire Bryson. E, apesar de ter tido uma infância feliz no Centro-Oeste americano (fase descrita em Vida e época de Kid Trovão), o garoto sonhava em conhecer a Europa.

Num dia do ano de 1972, cansado dos estudos acadêmicos, o jovem Bill Bryson decidiu realizar o seu sonho e mochilar pelo Continente Europeu. No ano seguinte, ele retornou ao Velho Mundo com o amigo de infância, Stephen Katz. Parte dessa aventura foi descrita em Neither Here, Nor There.

Bryson não retornou para Iowa. Ele ficou na Inglaterra, onde se estabeleceu, casou-se com a enfermeira Cynthia Billen e formou sua própria família (o casal tem 4 filhos). Seguindo a carreira dos pais, William Bryson Sr. e Mary Bryson, o americano começou a trabalhar para jornais britânicos, incluindo The Times.

Em 1988, saudoso por causa da perda do pai, que faleceu dois anos antes, e querendo rever o seu país de origem, Bryson retornou aos Estados Unidos para uma breve viagem pelo seu interior; experiência narrada em The Lost Continent, o seu primeiro best seller.

No ano de 1994, após duas décadas vivendo na Inglaterra, Bill e Cynthia decidiram morar nos Estados Unidos. O escritor publicou Notes from a Small Island como uma forma de despedida do país que o acolheu tão bem. Esse livro tornou-se um best seller nacional e transformou Bryson num dos autores mais amados pelo povo inglês. 

Instalado em Hanover, New Hampshire, Bryson quis se reconectar com suas raízes (leia Uma caminhada na floresta, abaixo) e entender as mudanças ocorridas no país (vide Crônicas de um país bem grande). No total, ele ficou 9 anos nos Estados Unidos, antes de retornar para a Inglaterra, em 2003, onde permanece até hoje.

Sobre seus livros, na nova fase britânica, exceto pela narrativa de viagem The Road to Little Dribbling, Bryson dedicou-se a escrever sobre temas como ciências (Breve história de quase tudo), biografia (Shakespeare) e História (One Summer: America, 1927). Seu título mais recente é Corpo: Um guia para usuários, em que o escritor faz um passeio; desta vez, pelo corpo humano.

🎈 Como uma forma de celebrar este que é um dos melhores e mais divertidos escritores de narrativas de viagens do nosso tempo, eu fiz um resumo de cada um dos seus livros desse gênero. Confira.


Os livros de viagens de Bill Bryson

The Palace Under the Alps and Over 200 Other Unusual, Unspoiled, and Infrequently Visited Spots in 16 European Countries (1985)

O primeiro livro de viagens de Bill Bryson foi publicado quando ele tinha 33 anos de idade. O seu título pode ser traduzido como "O Palácio sob os Alpes e mais de 200 outros lugares incomuns, intocados e pouco visitados em 16 países europeus"

Já naquela época, o escritor mostrava sua preferência por visitar e escrever a respeito de lugares menos conhecidos pelo grande público. Como ele comenta no livro seguinte, The Lost Continent, muita gente já tinha escrito sobre os pontos turísticos famosos e as grandes cidades. Sendo assim, ele fez o oposto desde o início de sua carreira. Podemos dizer que conhecer lugares inexplorados e escrever sobre eles de forma leve, divertida e, muitas vezes, crítica, acabou se tornando o seu diferencial.

A primeira narrativa de viagem de Bryson, no entanto, parece não ter impressionado o público, pois não foi republicada. Hoje em dia, depois do autor ter se tornado famoso, os exemplares disponíveis desta obra estão sendo comercializados a preço de ouro na web.

👀Este é o único livro de viagens de Bryson que eu (ainda) não li.


The Lost Continent: Travels in Small-Town America (1989)

"I wanted to travel around. I wanted to see America. I wanted to come home." ("Eu queria viajar. Queria ver a América. Queria voltar para casa.")

Em setembro de 1988, quando Bryson iniciou a sua viagem pelos Estados Unidos da América, saindo de Des Moines, Iowa, a bordo do Chevrolet Chevette de sua mãe, Mary Bryson, ele tinha 36 anos de idade e estava nostálgico, tanto por estar longe do seu país há anos (ele morava na Inglaterra) como pela perda recente do seu pai. Por isso, a sua ideia era reviver as viagens que fez com o seu velho quando era criança, por pequenas cidades do país, e tentar encontrar a mais parecida com os lugares perfeitos que ele via nos filmes de Deanna Durbin e Mickey Rooney

Tanto quanto pôde, o autor evitou as grandes cidades americanas e focou apenas naquelas pouco conhecidas até pelo seu próprio povo. O resultado foi apresentado neste livro divertido e sarcástico, no melhor estilo de Bryson de escrita.

A vontade que dá, ao finalizar a leitura de The Lost Continent, é alugar um carro e desbravar o interior americano, com seus campos repletos de rolos de feno, parar nas cidadezinhas para comer, tomar um café, se distrair um pouco (sempre tem algo para fazer nesses locais) e dormir num daqueles hotéis de beira de estrada para descansar e recarregar as baterias para o dia seguinte. 

😅 Eu li a edição inglesa publicada pela Black Swan, cuja capa insere Bryson, seu chevette e uma placa indicando Des Moines, no posto de gasolina de Gas (1940), obra de Edward Hopper. Curti muito essa ideia!


Neither Here, Nor There: Travels in Europe (1991)

Quando tinha 10 anos de idade, Bryson assistiu um documentário sobre filmes feitos na Europa. Foi quando ele quis conhecer o Velho Continente e passear por aquelas cidades históricas e bonitas. Em 1972, já com 20 e poucos anos, ele realizou o seu sonho. Gostou tanto do que viu e experimentou que, no ano seguinte, voltou acompanhado do amigo Stephen Katz. Ao final da viagem, Bryson decidiu se instalar na Inglaterra, onde arranjou trabalho, se casou, teve filhos e ali permaneceu por duas décadas.

A narrativa de Neither Here, Nor There focou na viagem que Bryson realizou pela Europa no ano de 1990. Essa aventura começou em Hammerfest, na Noruega, onde Bryson quis testemunhar o espetáculo de luzes da Aurora Boreal; passou pela Suécia, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, França, Itália, Suíça e outros países, e terminou em Istambul, na Turquia, cidade que fica entre dois continentes: Europa e Ásia. Neste livro, o escritor conta o que aconteceu em cada lugar onde esteve e relembra momentos da viagem que ele e Katz fizeram em 1973.

Se existe um tipo de viagem que é maravilhosa e conveniente de fazer é aquela em que você pode embarcar e desembarcar de trens em, praticamente, todos os lugares ao longo do percurso. E quando esses lugares combinam história, costumes diferentes e boa comida, o prazer é inenarrável. Os dois inconvenientes, na minha opinião, são os altos preços dos bilhetes dos trens e o fato de que nem todo mundo fala inglês para você poder se comunicar naquelas cidades européias menos visadas pelo turismo de massa. Bryson passou por isso e viu como a situação é complicada.

👀A parte da viagem feita em Hammerfest também foi publicada no livro de inglês Travel Stories (2010, da Macmillan). 


Notes From a Small Island (1995)

Prestes a completar 44 anos de idade e depois de morar por duas décadas na Inglaterra, Bryson e sua esposa decidem viver nos Estados Unidos, pelo menos, por um tempo, para que seus filhos pudessem ter contato com a cultura americana do pai. Antes de partir, no entanto, o saudoso escritor resolveu fazer uma viagem de despedida pelo país que o acolheu tão bem e eternizou-a em Notes from a Small Island

A história desta narrativa de viagem começa com Bryson relembrando a sua chegada à Inglaterra, em março de 1973, pela cidade portuária de Dover. Isso é importante porque ele decidiu começar o seu o tour pela Grã-Bretanha refazendo os seus primeiros passos na ilha, começando por Calais, na França, para desembarcar em Dover mais uma vez. Dali, o homem seguiu em direção — na medida do possível — rumo a John o' Groats, uma aldeia no Norte da Escócia. Digo, na medida do possível, porque ele incluiu passagens por cidades localizadas à Leste e à Oeste da Inglaterra, incluindo a cosmopolita Londres. Detalhe: essa viagem foi feita usando ônibus e trens.

O resultado da aventura foi um dos livros de viagens mais adorados pelo povo inglês! Além de vender mais de 2 milhões de cópias, Notes from a Small Island também foi considerado, através da pesquisa World Book Day, de 2003, conduzida pela BBC 4, como o livro que melhor representava a Grã-Bretanha dos tempos modernos.

Quando terminei este livro, a minha vontade foi a de colocar uma mochila nas costas e simplesmente viajar pela Grã-Bretanha; de trem, de ônibus, caminhando por trilhas, vendo parques nacionais, explorando pequenas cidades inglesas (principalmente, as litorâneas) e, com sorte, visitando alguns estúdios de cinema e TV, como Bryson fez, ou marcos literários, como a casa de Emily Brontë. Seria uma aventura fantástica. Um dia, vou fazê-la!

😍Este foi o primeiro livro de Bill Bryson que eu li. Eu tomei conhecimento sobre ele em 2016, através de outro livro, o Britain For Learners of English (2009), da Oxford University, quando eu estava estudando inglês de negócios em Londres. Foi paixão à primeira leitura! Notes from a Small Island é divertidíssimo, informativo e, através do olhar de um estrangeiro, aborda um dos meus assuntos favoritos: a vida na Grã-Bretanha. Eu gostei tanto do estilo de Bryson, que li outros nove títulos dele: as narrativas de viagem que estou comentando neste post (exceto a de 1985), o livro sobre ciências Uma breve história de quase tudo e o de memórias Vida e época de Kid Trovão.


A Walk in the Woods: Rediscovering America on the Appalachian Trail (1998)

No Brasil, Uma caminhada na floresta (1999)

Em 1996, o ano seguinte ao seu retorno para a América, Bill Bryson decidiu se reconectar com o seu país natal fazendo a Trilha dos Apalaches (The Appalachian Trail), que passava, praticamente, pelo quintal da sua casa em Hanover, New Hampshire. 

O autor buscou o máximo de informações a respeito do famoso e longo caminho, que começa na Montanha Springer, no Estado da Geórgia e termina no Monte Katahdin, no Estado do Maine, totalizando 3.500 quilômetros ou 2.200 milhas de extensão. Para acompanhá-lo nessa aventura fora do comum, Bryson contou com a companhia do velho amigo Stephen Katz, que já havia viajado com ele pela Europa. Detalhe: os dois homens estavam fora de forma e nunca tinham encarado uma caminhada de longa distância antes.

A jornada pela trilha foi feita em duas etapas, durante a primavera e o verão daquele ano. Os amigos se separarem por um mês, para cada um deles cumprir alguns compromissos em suas cidades. Nesse período, Bryson fez uma parte da trilha de carro. Quando se reencontrou com Katz, eles continuaram o caminho desde Caratunk, no Estado do Maine, até a montanha Chairback. No entanto, diante de uma situação perigosa ocorrida nesta parte isolada da trilha, os dois decidiram dar a caminhada na floresta como encerrada. 

🎬Em 2015, Uma caminhada na floresta foi adaptado para o cinema, com Robert Redford no papel de Bryson e Nick Nolte interpretando Katz. Foram feitas algumas alterações na história — incluindo a idade dos personagens e o nome da esposa de Bryson (de Cynthia para Catherine, interpretada por Emma Thompson) — para que o roteiro ficasse mais adequado para a tela. Mas, na minha opinião, as mudanças não alteraram a qualidade da narrativa, pois o filme ficou tão divertido quanto o livro. 

😄 No caso de Uma caminhada na floresta, primeiro, eu vi o filme com Redford e Nolte. Ri tanto que chorei! Depois, eu li o livro de Bryson e entendi quais foram as mudanças promovidas no filme. Sem dúvida, uma narrativa divertidíssima, porém com um tom um pouco mais melancólico do que o das demais viagens do autor (especialmente, no que diz respeito ao final da aventura, quando ele e Katz decidem desistir, faltando 71 milhas para atingirem o ponto final).


Notes from a Big Country (2000)

No Brasil, Crônicas de um país bem grande (2001) 

De 1996 até 1998, Bryson se tornou um correspondente internacional para o jornal inglês The Mail on Sunday, escrevendo sobre os costumes e outras histórias interessantes relacionadas ao povo americano. Em teoria, ele, nascido e criado nos Estados Unidos, não deveria se surpreender com o que visse em seu país. No entanto, depois de duas décadas morando fora, o próprio autor se surpreendeu com as mudanças nos hábitos das pessoas, as alterações na paisagem das cidades, o funcionamento dos serviços públicos e, até, no uso do próprio idioma inglês (Bryson havia se acostumado com o modo "britânico" de se comunicar).

O resultado das observações e crônicas de Bryson deram origem ao divertido livro Crônicas de um país bem grande (2001, Companhia das Letras). Ele não é um relato de viagem, mas inclui algumas excursões do escritor pelo país, na busca por redescobrir o que aconteceu com as suas origens e tentar se adaptar a essa realidade tão nova e tão dinâmica para ele.

👀Eu li a edição americana, I'm a Stranger Here Myself: Notes on Returning to America 20 Years Away (2000). Numa tradução livre para o português, significaria algo como "Eu também sou um estranho aqui". No Reino Unido, o mesmo livro foi publicado com o título de Notes from a Big Country (2000).


In a Sunburned Country (2000)

Bryson estava prestes a completar 50 anos quando concluiu sua peregrinação — de trem e de carro — pela Austrália, o sexto maior país do mundo, localizado do outro lado do planeta. A essa altura da vida, o autor já tinha acumulado experiências, seja pela passagem do tempo, seja pelas suas constantes viagens pelos Estados Unidos e Europa. Dizer, no entanto, que essas vantagens haviam amenizado as suas apreensões ao adentrar num território novo e, parcialmente, desértico, seria faltar com a palavra.

Para o nosso bem, como leitores, quando desembarcou naquele país imenso e permanentemente ensolarado, Bryson continuava tanto um observador atento das particularidades locais como um ser humano apreensivo, no nível máximo, com a possibilidade de se perder no meio do deserto ou se deparar com plantas venenosas e animais selvagens (particularmente, com crocodilos de mais de 2 metros). Como era de se esperar, tal comportamento gerou situações e observações hilárias da parte dele, durante a sua aventura "lá embaixo" ("down under"), como a Austrália é chamada, carinhosamente, devido à sua localização geográfica no Hemisfério Sul. 

Nos Estados Unidos, este livro foi publicado como In a Sunburned Country; e no Reino Unido, como Down Under.

Pessoalmente, ler esta narrativa de Bryson foi como fazer uma volta ao passado. Eu passei uma temporada de estudos e passeios na Austrália, em 2006, e queria muito saber o que o meu escritor de narrativas de viagens favorito pensava a respeito tanto do país como do povo australiano. Apesar dos receios bem-fundamentados, Bryson adorou a experiência. Eu também amei a minha, tanto que penso em retornar um dia para reviver alguns momentos e ver coisas novas (todavia, quando me lembro da quantidade de horas que se leva para chegar lá, paro de pensar no assunto imediatamente 😂).


Bill Bryson's African Diary (2002)

No ano de 2002, Bill Bryson pisou em solo africano, em particular no Quênia, e descreveu a experiência em seu diário, que se tornou um livro. Nele, o autor explica o seu papel no local como representante da agência humanitária CARE

Como não podia deixar de ser (caso contrário, não seria um livro de Bryson!), o autor também narra as experiências hilárias e assustadoras que viveu ali. Ele chegou esperando encontrar algo do tipo visto no filme Entre Dois Amores (1985), com Meryl Streep e Robert Redford encabeçando o elenco, mas o que presenciou foi bem diferente, incluindo a possibilidade de tomar tiro por causa dos rebeldes locais em constante guerra civil e a turbulência violenta que o helicóptero em que ele estava teve que enfrentar para se manter no ar.

Este livro é bem curto, mas, em cada uma das 63 páginas, você vai encontrar motivos tanto para refletir sobre a situação do povo queniano (representando o povo africano como um todo) como para dar boas gargalhadas com as neuroses de Bryson.

👀O escritor doou o valor adquirido com as vendas deste livro para a CARE, para ajudar a amenizar a pobreza nas regiões visitadas e assistidas pela agência humanitária.


The Road to Little Dribbling: More Notes from a Small Island (2015)

No ano de 2003, Bryson e sua esposa voltaram a morar na Inglaterra. Uma parte dos filhos do casal ficou nos Estados Unidos; a outra parte, retornou com eles. 

Naquela época, Bryson se dedicou a escrever sobre outros assuntos, como ciências, memórias, biografia e até História (veja "Outros títulos do autor", logo abaixo). No entanto, quando o seu maior sucesso literário em solo britânico — Notes from a small island — estava prestes a completar 20 anos, o autor foi convidado a escrever uma continuação para aquela aventura.

The Road to Little Dribbling nasceu daquele convite. Para este livro, Bryson decidiu que não retornaria aos lugares visitados antes somente para dizer o que mudou e o que ele achou disso. O autor preferiu visitar lugares novos, dentro duma área geográfica que ele batizou como "A Linha Bryson", saindo da cidade inglesa Bognor Regis, no extremo sul da ilha, até Cape Wrath, no extremo Norte, já em solo escocês.

Ao longo do caminho, Bryson — agora, na casa dos 60 anos de idade — testemunhou as alterações sofridas pelo comércio das pequenas cidades britânicas, quase sempre, para pior e falou sobre isso. Mas ele também manteve o seu estilo investigativo, historiador e cômico ao longo da narrativa, características essas que o transformaram num dos melhores narradores de viagens do nosso tempo. Não sou só eu que penso assim; os britânicos também concordam comigo.


Títulos do autor (em português)

Além de narrativas de viagens, Bill Bryson também escreveu sobre a língua inglesa, as ciências naturais, suas memórias, uma biografia sobre Shakespeare e outros temas. Aqui estão seus outros livros, publicados em português, pela Companhia das Letras:

👀 Desses títulos, li Breve história de quase tudo e Vida e época de Kid Trovão. O primeiro é bem fácil de acompanhar, apesar do tema denso; o segundo, é hilário 😍.


Como eu leria os livros de Bill Bryson hoje

Quando li as narrativas de viagens de Bill Bryson, eu fiz isso na ordem mais conveniente para mim: começando por Notes from a Small Island, que foi o primeiro livro dele que eu tomei conhecimento, e, depois, escolhendo os destinos e assuntos sobre os quais eu queria saber mais a respeito (ou que tive acesso mais rápido).

Se você nunca leu nada sobre o autor e suas viagens e está planejando fazer isso, eu recomendaria começar por Vida e época de Kid Trovão, ambientado em Des Moines, pois ele dá uma excelente base para você mergulhar, depois, em The Lost ContinentNeither Here, Nor There.

Quando o assunto é Grã-Bretanha, eu sugiro você ler Notes from a Small Island seguido por The Road to Little Dribbling. Assim, você pode compreender melhor — e sem interrupções — a linha de pensamento do escritor-viajante a respeito das mudanças ocorridas na ilha ao longo de duas décadas.

Se o seu interesse for desbravar os lugares pequenos e a natureza dos Estados Unidos, vale a pena seguir essa ordem: The Lost Continent e Uma caminhada na floresta. Neste caso, apesar de opcional, Crônicas de um país bem grande te ajudaria a entender um pouco do modus operandi e pensante do povo americano.

Sugestões feitas, fique à vontade para ler da forma que tiver vontade. Cada livro é uma aventura deliciosa por si mesmo.


🎂🍷🎈🎁💰🚙📗


Para concluir, eu desejo um feliz aniversário para Bill Bryson. Sonho com o dia em que ele vai realizar uma outra viagem e publicar um livro sobre as suas aventuras na estrada (ele mencionou algo sobre o Canadá nesta entrevista). Torço para que isso aconteça logo 😀.

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