"Visages, Villages" (2017) na França

Pôster de "Visages, Villages" (2017).
Pôster de Visages, Villages (2017), com a cineasta Agnes Varda e o fotógrafo JR (Divulgação)

Visages, Villages: O documentário

Projeto conjunto de Agnes Varda, cineasta e representante do movimento Nouvelle Vague, e JR, um fotógrafo-muralista globalmente conhecido, Visages, Villages (2017) é um agradável passeio — visual e intelectual — pela França, a bordo de uma caminhonete com um estúdio fotográfico acoplado.

"Visages, Villages" (2017): cena numa pequena cidade.

Visages, Villages: Lugares exibidos no filme

Uma vez nas pequenas cidades, os dois profissionais clicam seus locais, e criam produções fotográficas fantásticas, que usam para embelezar tudo que vêm pela frente: de fachadas de casas abandonadas a celeiros de fazendas; e, de esquinas de ruas e cargas de caminhões até contêineres do porto de Havre, entre outros espaços.

"Visages, Villages" (2017): cena na tumba de Henri Cartier.

Na rota francesa, a dupla incluiu uma parada em Montjustin, na Côte d'Azur, para visitar o cemitério onde está a tumba do fotografo Henri Cartier-Bresson (1908 - 2004), de quem Agnes era amiga. Fora do país, Agnes e JR foram até Rolle, na Suiça, visitar Jean- Luc Godard (o diretor de Acossado; para saber o resultado desta visita, somente vendo o filme, pois não quero dar spoiler aqui).

"Visages, Villages" (2017): cena no Louvre.

Paris teve seus momentos na tela. Num deles, JR empurra Agnes, sentada numa cadeira de rodas, pela Grande Galeria do Museu do Louvre. Coisa de quem pode!

"Visages, Villages" (2017): cena na Normandia.

A permanência das fotos nas suas locações são variadas: elas podem durar muito tempo, provável caso do mural de funcionários colocado na parede de uma fábrica; ou menos tempo, como a foto de um rapaz sentado, que durou somente o tempo do mar da Normandia avançar e apagá-la.

Para Agnes e JR, as fotos serem eternas ou efêmeras não parece ser o aspecto mais importante da aventura. Mas, sim, a possibilidade de conhecer, ao acaso, pessoas com as mais diferentes histórias de vida. Para o espectador, existe um outro bônus: o de ver duas gerações tão afinadas e compartilhando suas ideias transforma esta viagem de cinema numa experiência tanto visual, quanto mentalmente instigante.

Entre os grandes prêmios, Visages, Villages foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário. Não levou. Mas ele é, realmente, um dos melhores documentários do tipo "pé na estrada" já feitos!

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