"O Rei do Show" (2017) em Nova York
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| Pôster e cenas do filme O Rei do Show (Divulgação). |
O Rei do Show, o filme
No filme O Rei do Show (The Greatest Showman, 2017), Hugh Jackman dá vida a um dos primeiros empresários do universo do entretenimento e primeiro grande milionário do show business, Phineas Taylor Barnum, conhecido como P. T. Barnum.
Na história dirigida por Michael Gracey, acompanhamos o garoto Phineas (Ellis Rubin), acompanhando seu pai, o alfaiate Philo Barnum (Will Swenson), na casa dos clientes ricos. Numa delas, o menino de origem humilde se encanta pela garota rica Charity Hallett (Skylar Dunn), com quem se casa quando ficam adultos (ela, interpretada por Michelle Williams).
Quando começa a empreender, Barnum abre um museu, numa operação considerada de alto risco; depois, ele investe num circo em que apresenta espetáculos performados por pessoas talentosas, mas fora dos padrões estéticos considerados "normais", como a mulher barbuda Lettie Lutz (Keala Settle) e o anão Tom Thumb (Sam Humphrey). Zendaya também se apresenta no circo no papel de Anne Wheeler, uma cantora e equilibrista.
"Ninguém nunca fez a diferença sendo como todo mundo." (P. T. Barnum)
As apresentações atraem o público, mas também muitas críticas — tanto especializada, como de pessoas que não querem o que chamam de "aberrações" na sua cidade.
Num determinado momento, querendo atingir a classe alta da sociedade, o ambicioso Barnum patrocina a turnê da cantora de ópera Jenny Lind (Rebecca Ferguson), mas as coisas fogem do controle e ele tem prejuízos financeiros.
Para piorar, detratores colocam fogo no seu circo, deixando ele e seus artistas sem ter onde se apresentar e sem recursos financeiros. O homem recupera o esplendor do circo através de uma parceria com seu sócio e artista Phillip Carlyle (Zac Ephron).
Curiosidades da vida real de P. T. Barnum: fatos e ficções
Os roteiristas do filme, Jenny Bicks e Bill Condon, fizeram uma série de ajustes, romantizando um pouco a vida do showman e transformando-o num herói inclusivo e visionário (afinal de contas, isso é cinema e temos o rei do show dos nossos tempos, Hugh Jackman, no papel principal, for God's sake!).
Na vida real, todavia, Barnum foi considerado um empresário mais complexo, com práticas consideradas um tanto controversas. O que o filme não deixou escapar foram os altos e baixos financeiros pelos quais ele passou e a sua genialidade empreendedora.
Confira o que Barnum fez e não fez durante seus 80 anos de vida:
- Casou-se com Charity Hallett, que, na vida real, era filha de um alfaiate, como Barnum.
- Comprou o Scudder’s American Museum em Nova York, uma aquisição considerada ousada para os padrões da década de 1840, e o transformou em um grande sucesso de público.
- Na década de 1850, querendo atingir um público mais sofisticado, Barnum organizou a turnê da soprano sueca Jenny Lind nos EUA, obtendo enorme sucesso financeiro. Diferente da ficção, não houveram rumores de romance entre os dois.
- Para se recuperar das falências e dívidas, deu palestras motivacionais e investiu em novos negócios. No filme, vemos o showman tendo os pedidos de crédito negados "enfática e repetidamente" pelos bancos, quando ele precisa reerguer seu circo, momento em que é ajudado pelo sócio.
- Criou o Barnum & Bailey Circus, em 1871, que se tornaria “The Greatest Show on Earth”, inspiração para o filme com Hugh Jackman.
- Por volta dos 70 anos de idade, publicou o livro A Arte de Ganhar Dinheiro (1880), com conselhos práticos de finanças pessoais e muitos exemplos retirados de sua própria vida (Gostei muito desse livro e recomendo a sua leitura. Os conselhos são válidos até hoje).
O Rei do Show: Locais das filmagens em Nova York
Sleepy Hollow Country Club
A antiga mansão do clã Vanderbilt, com seus 140 quartos, foi usada como casa da família de Charity, cujo pai desaprovava seu relacionamento com Barnum (777 Albany Post Road, Briarcliff Manor, NY).
BAM Howard Gilman Opera House
Este teatro de estilo Beaux-Arts, casa do Brooklyn Academy of Music, foi onde aconteceu a apresentação da primeira performance de Jenny Lind (30 Lafayette Avenue, Brooklyn).
Foley Square
Praça com prédios históricos como a Federal Courthouse (40 Foley Square), que foi exibido na cena final com Barnum chegando em um elefante para assistir o show de balé da filha (Lower Manhattan).
O Rei do Show: Conclusão
Na vida real, P. T. Barnum foi tanto um gênio do espetáculo como um homem controverso. O filme com Hugh Jackman suaviza sua história para torná-lo inspirador, enquanto seu livro, A Arte de Ganhar Dinheiro, escrito na sua velhice, mostra um lado mais pragmático e disciplinado do empresário.
Como legados para a indústria do entretenimento, esse showman deixou a criação do modelo moderno de circo itinerante e a popularização do marketing de massas (acredito que o Cirque du Soleil tenha se inspirado no exemplo deixado por ele para fazer a renovação desse setor).
O Rei do Show: Curiosidades
Naquele mesmo ano de 2017, Hugh Jackman deu vida ao seu personagem mais famoso e adorado pelos fãs: Logan. Neste filme, ele foi dirigido por James Mangold, que foi o produtor executivo de O Rei do Show. Parceria dupla!
O Rei do Show foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original, mas perdeu a estatueta para Remember Me, música da animação Viva: A Vida é Uma Festa (2017).

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